Heterocromia

A heterocromia é uma condição em que um indivíduo tem olhos de cores diferentes, resultante do excesso ou falta de melanina, pigmento responsável pela cor dos olhos.

Na maior parte dos casos, a heterocromia é causada por uma alteração genética e, dessa forma, é uma alteração benigna que não precisa de qualquer tipo de tratamento, mas também pode aparecer devido a doenças ou ferimentos que atingem os olhos.

Quando a pessoa já nasce com um olho de cada cor, isto não prejudica a visão nem a saúde dos olhos, mas sempre é importante consultar um oftalmologista para verificar se existe alguma doença que possa estar causando a mudança de cor. No entanto, se a alteração surgir durante a infância, adolescência ou na vida adulta, provavelmente é sinal de que existe algum problema de saúde, sendo importante procurar o médico para identificar o que está mudando a cor dos olhos, principalmente quando ela é acompanhada de outros sintomas como dor ou vermelhidão nos olhos.

Anisocoria

Anisocoria é um termo médico utilizado para descrever quando as pupilas apresentam tamanhos diferentes, existindo uma que está mais dilatada que a outra.

Normalmente, a anisocoria acontece quando existe algum problema no sistema nervoso ou nos olhos e, por isso, é muito importante ir rapidamente ao oftalmologista ou ao hospital para identificar a causa e iniciar o tratamento mais adequado.

Blefarite

A blefarite é uma inflamação frequente do bordo das pálpebras, em que a inflamação na pálpebra, a caspa na base das pestanas, a dor nos olhos, os olhos vermelhos e a “comichão” ou ardor nos olhos são alguns dos sinais e sintomas mais frequentes.

É uma patologia comum e pode surgir de um dia para o outro, em pessoas de qualquer idade.

A doença, geralmente, está relacionada com a colonização das pálpebras por bactérias da flora normal da pele. Esta colonização é exacerbada quando há aumento de oleosidade dessa região, devido à disfunção das glândulas de meibómio, glândulas produtoras da camada lipídica do filme lacrimal.

A blefarite não tem cura, mas se tratada de forma adequada pode restabelecer uma vida perfeitamente normal aos doentes

Para disfunção da glândula meibomiana, compressas mornas podem ajudar a gordura a fluir das glândulas sebáceas meibomianas e diminuir a inflamação, aliviando a comichão e o ardor. Uma massagem na pálpebra pode ajudar a liberar o óleo das glândulas meibomianas, que ajuda a lubrificar o olho

Coloboma

O coloboma é um tipo de malformação do olho em que há alteração na estrutura do olho, podendo afetar pálpebra ou a íris, de forma que o olho pode ficar semelhante ao de um gato, porém a capacidade de visão é quase sempre mantida.

Coloboma pode ser herdado ou pode resultar de uma mutação genética aleatória, como um defeito autónomo, ou como parte de um número de desordens genéticas que afetam outros órgãos também. Os fatores ambientais podem igualmente ser do significado na revelação desta circunstância.

Os sintomas da coloboma varia de acordo com o seu tipo, no entanto, os sinais e sintomas mais comuns são:

  • Pupila em forma de ‘buraco de fechadura’;
  • Falta de um pedaço da pálpebra;
  • Sensibilidade excessiva para a luz;
  • Dificuldades para enxergar que não melhoram com óculos.

O tratamento para coloboma só é necessário quando a alteração provoca dificuldade para enxergar ou algum outro sintoma. Caso contrário, apenas terá de ser acompanhado a cada 6 meses para avaliar o desenvolvimento do olho, pelo menos, até aos 7 anos de idade.

Queratocone

O queratocone é uma deformação progressiva da córnea, em que esta fica progressivamente mais fina e deformada – passa a ter a forma de um cone – o que leva a diminuição da visão. É uma doença bilateral, ou seja, que atinge os dois olhos, mas não obrigatoriamente de uma forma exatamente igual.

Os primeiros sintomas mais frequentes do queratocone são queixas de diminuição da visão, por exemplo:

  • Distorção de objetos próximos ou distantes;
  • Visão dupla usando apenas um dos olhos;
  • Maior sensibilidade à luz;
  • Imagens fantasmas;
  • Irritação ocular.

Nas crianças ou adolescentes que já usam óculos o desenvolvimento do queratocone pode manifestar-se como um aumento rápido da miopia ou do astigmatismo, que muitas vezes não se consegue corrigir totalmente com os óculos.

Óculos e lentes de contacto moles normais podem ajudar nos casos mais ligeiros, corrigindo com sucesso problemas de acuidade visual. À medida que a doença avança, são geralmente adaptadas lentes rígidas permeáveis aos gases (RGP) para corrigir a acuidade visual, em parte por se moldarem menos à forma alterada da córnea. As lentes para o queratocone corrigem os problemas de visão, mas não atrasam o avanço da doença.

À medida que a doença se agrava, lentes de contacto especiais e cirurgia tornam-se as opções de correção mais eficazes.

Ptose

ptose palpebral ou “pálpebra caída” ocorre quando a pálpebra superior fica “descida” em relação ao normal, cobrindo de uma forma excessiva a córnea, podendo interferir com a capacidade de visão em alguns casos. 

Pode ser unilateral ou, menos frequente, bilateral.

Tipos de ptose:

Ptose congénita: Está presente desde o nascimento

– Ptose adquirida: Desenvolve-se mais tardiamente e divide-se em aponevrótica, traumática, mecânica, neuropática ou miopática. A ptose aponevrótica ou involucional é a mais frequente, ocorre de forma progressiva em idades mais avançadas por laxidão e estiramento do tendão de inserção do músculo levantador da pálpebra superior. Existem outros fatores que poderão associar-se à queda da pálpebra, por exemplo um trauma direto (ptose traumática), ou a presença de uma lesão que, pelo seu peso, pode limitar o movimento palpebral (ptose mecânica). A ptose neuropática deve-se a uma disfunção na enervação do músculo e está associada a casos de paralisia do III par craniano, síndrome de Horner, esclerose múltipla, síndrome de Guillian- Barré, entre outros. A ptose miogénica resulta de uma disfunção do próprio músculo e associa-se com frequência a alterações dos movimentos dos olhos no contexto de patologias.